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Arrested development

Como o racismo econômico interfere no crescimento de empresas pretas e periféricas


Imagine que você tem um negócio. Qualquer negócio. No sistema capitalista, ter um negócio implica em operar visando sempre o crescimento financeiro. Não é uma opção.


Imagine agora  que de alguma forma, você tenha que subverter a lógica capitalista e operar na direção contrária: controlar ou até mitigar seu crescimento visando a sobrevivência a curto e médio prazo. Este fenômeno paradoxal pode ser chamado de Arrested development.


Não estou falando do famoso grupo de hip hop americano nem a série de TV. Arrested development, ou desenvolvimento interrompido, é um termo do campo da psicologia que se aplicado ao mundo dos negócios pode significar uma empresa que não alcança todo seu potencial de crescimento por fatores externos.


A maioria dos afroempreendedores e negócios periféricos trabalham com essa contradição capitalista cotidianamente. Pela falta de investimento, falta de crédito para  fluxo de caixa e recursos em geral, o dono do negócio  é obrigado a diminuir seus ganhos para conseguir sobreviver.


É o exemplo da família que vende quentinhas e tem que controlar sua demanda por não ter dinheiro para comprar alimentos em quantidade. Diminui o alcance da divulgação, nega pedidos, deixa de entregar alguns dias da semana para poder suportar a demanda e se manter.


O mesmo acontece com a pequena empresa de roupas, que tem uma marca e design autênticos que agrada seu público alvo, mas não consegue chegar num preço razoável nas suas peças por não poder aumentar sua produção e responder à demanda.


No Painel BAP, startup de pesquisa de mercado online que gerencio há quatro anos, acontece o mesmo. Muitos me perguntam: Por que não faz campanhas de mídia para recrutar mais participantes? Por que não realiza suas próprias pesquisas para alcançar mais clientes?  A resposta é sempre a mesma: com limitações tecnológicas e financeiras, não podemos crescer muito. Temos que controlar nosso desenvolvimento e alcance às nossas possibilidades, mesmo que isso signifique não conseguirmos escalar nosso negócio no curto prazo.


O racismo estrutural em sua faceta econômica e suas barreiras, é a razão pela qual a maioria das novas empresas são pretas e periféricas mas não vemos essas empresas crescerem e emplacarem no mercado.


Luanna Teofillo

CEO do Painel BAP e da Doorbell Ventures


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